Universidade dos Açores

Evento

4ª sessão do ciclo de seminários "Ensinar e aprender Matemática: diálogos e conjunções numa perspectiva interdisciplinar"

4ª sessão do ciclo de seminários "Ensinar e aprender Matemática: diálogos e conjunções numa perspectiva interdisciplinar"

Na continuidade do ciclo de seminários "Ensinar e aprender Matemática: diálogos e conjunções numa perspetiva interdisciplinar", organizado no âmbito da 1ª edição do Mestrado em Matemática para Professores, da responsabilidade do Departamento de Matemática da Universidade dos Açores, decorrerão dois novos seminários: Razão Educativa e Formação de Professores: Como criar clareiras de sentido(s) no ato de ensinar e aprender? e De quem é o peixe? Da lógica à programação. Os seminários serão proferidos, respetivamente, pelo Professor Doutor Emanuel Oliveira Medeiros, do Departamento de Ciências da Educação, e pela Professora Doutora Elisabete Freire, do Departamento de Matemática, e decorrerão no próximo sábado, dia 21 de abril, com início pelas 10h00, no Anf. III do Complexo Científico da Universidade dos Açores.

Segundo os organizadores do ciclo de seminários, Margarida Dias, Ana Paula Garrão e Ricardo Cunha Teixeira, a convergência de saberes e o entrosamento entre diferentes áreas científicas constitui uma mais-valia no percurso de formação dos professores de Matemática dos Ensinos Básico e Secundário, justificando-se em pleno a pertinência deste ciclo de seminários.

Cada seminário terá a duração de, aproximadamente, 50 minutos, seguido de um breve debate. Serão emitidos certificados de participação a todos os interessados. A entrada é livre.

Razão Educativa e Formação de Professores: Como criar clareiras de sentido(s) no ato de ensinar e aprender?

Orador: Emanuel Oliveira Medeiros (DCE, UAc) Hora: 10h00

(Re)sumo: Nesta comunicação não pretendemos dar respostas mas, principalmente, dentro do possível, levantar e colocar alguns problemas numa Escola que se habituou, também nas salas de aula, à "resolução de problemas". Resolvê-los, porque alguém os formulou, dá trabalho, muito trabalho, mas quem os enuncia (e os reproduz) tem legitimidade para anular o pensar daqueles que também os colocam, de quem, não sabendo, -ou até tendo inibição de se expor - simplesmente pergunta, quer saber e até nos desafia, confronta - ou até indigna - com a recorrente interpelação: "para que é que isto serve"? Na aproximação ao tema desta comunicação, não nos vamos esconder atrás de um biombo que oculte o sujeito epistémico, na (re)construção do conhecimento, em autoria, portador de saberes e experiências em organização epistemológica, não confundindo atividade científica com cientismo que bloqueia. Que atitude, que atitudes, a desenvolver nas práticas educativas e didáticas como elementos integrantes do perfil de formação e do desenvolvimento profissional dos educadores e professores? Ao explorar o(s) sentido(s) de uma Razão Educativa coloca-se a questão: será indiferente no ato de ensinar e aprender uma razão proposicional ou uma razão problematológica? Questionamos os nossos saberes profissionais ou embarcamos, de modo acrítico, numa retórica do professor reflexivo que esconde -ou pode esconder - o vazio  dos seus conteúdos ou na anunciada e declarada - mas não refletida - insuficiência das competências? Acreditamos no que fazemos ou somos levados por modismos que se confundem com pretensa inovação sem referências a saberes fundamentais, fundantes e prospetivos? Procuraremos desmontar algumas ideias feitas para abrir e criar espaços para ideias por fazer. Como criar clareiras de sentido(s)? Em rigor profundo não sei - mas vou sabendo - e por isto me proponho pensar, questionar e investigar. Como poderei fazê-lo sem os meus interlocutores, os meus alunos, aqueles que, num momento, - por razões diferentes e (in)sondáveis - desejam ou decidem aprender ou, ainda, se revoltam porque lhes falta uma brecha de luz para aprender e ser? 

Breve nota biográfica: Emanuel Oliveira Medeiros é licenciado em História e Filosofia pela Universidade dos Açores. Defendeu Provas de Aptidão Pedagógica e Capacidade Científica (em 1997). Fez Doutoramento (em 2003) e Agregação (em 2011) em Educação, na especialidade de Filosofia da Educação, pela Universidade dos Açores. Em todas as provas públicas, que prestou, foi aprovado, com a classificação máxima, por unanimidade. É professor, com nomeação definitiva, do Departamento de Ciências da Educação da Universidade dos Açores. Quer no Ensino Secundário quer no Ensino Universitário, ingressou na carreira profissional e académica através de concurso público. Tem 27 anos de Serviço Docente, incluindo a lecionação no Ensino Básico, Secundário e Ensino Superior Universitário. É membro de Grupos de Investigação do Gabinete de Filosofia da Educação do Instituto de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, financiados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT). É membro de várias Sociedades Científicas nacionais e estrangeiras nos domínios da Educação, da Filosofia da Educação e da Formação de Professores. Tem lecionado várias disciplinas em cursos de licenciatura e mestrados. Tem exercido vários cargos de gestão pedagógica, designadamente o de Presidente do Conselho Coordenador dos Estágios Pedagógicos da Universidade dos Açores; Coordenador da Secção de Currículo e Didáticas do Departamento de Ciências da Educação; Coordenador de Mestrados. Tem coordenado vários grupos de trabalho. Autor de diversas publicações na área da educação, tem organizado e participado em vários colóquios, encontros e conferências nacionais e internacionais nas áreas da filosofia da educação, currículo, didáticas e formação de professores. Colabora, desde os tempos de estudante universitário, em vários órgãos de Comunicação Social.

De quem é o peixe? Da lógica à programação

Orador: Elisabete Freire (DM, UAc) Hora: 11h00

Resumo: Tomando como motivação o clássico problema de Einstein (adaptado) irão ser apresentadas noções básicas de programação em lógica, usando uma ferramenta de distribuição gratuita o SWI- Prolog. Partindo de noções de lógica de primeira ordem, iremos apresentar todo o percurso necessário à obtenção de um programa em lógica. A exposição será baseada em exemplos, um dos quais será uma proposta de programa em Prolog para a resolução automática do problema de Einstein.

Breve nota biográfica: Elisabete Freire é licenciada em Matemática/Informática pela Universidade dos Açores (1990), mestre em Engenharia Informática pela Universidade Nova de Lisboa (1995) e doutorada em Informática pela Universidade dos Açores (2004). É docente do Departamento de Matemática da Universidade dos Açores desde 1990, onde tem exercido vários cargos de gestão e lecionadas diversas disciplinas nas áreas de programação, redes de computadores, bases de dados e teoria da computação. Desenvolve as suas atividades de investigação no âmbito do Departamento de Matemática da Universidade dos Açores e do Centro de Informática e Tecnologias da Informação (CITI) – FCT - Universidade Nova de Lisboa, onde é membro efetivo do desde março de 2005.


Para mais informações sobre este ciclo de seminários, consulte o cartaz em anexo e os seguintes links:

http://sites.uac.pt/mmatp/2012/02/27/seminarios/ 

https://www.facebook.com/?ref=logo#!/events/353434878037800/

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2012-4-19 por Ricardo Cunha Teixeira
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